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O que realmente vai mover as marcas nos próximos anos? Além do hype da IA!
7 de outubro de 2026

O que muda quando todo mundo tem acesso à mesma tecnologia?
A inteligência artificial avançou rapidamente e passou a ocupar espaço em diferentes etapas do trabalho. Ferramentas de análise, criação e automação estão cada vez mais acessíveis.
Foi nesse cenário que o segundo painel do Talks BTO+ colocou uma questão no centro da conversa: como uma marca pode se diferenciar quando seus concorrentes também têm acesso às mesmas tecnologias?
Mediado por Beto Gutierre (BTO+), o painel reuniu Danielle Oliveira, fundadora e CEO da 3B Aceleradora de Marketing; Gabriel Teixeira, cofundador da OROZ; e Luciana Leite, executiva de Comunicação, Marketing, Marca e Reputação da Vestas.
A discussão começou pelo branding e chegou a uma questão maior: qual será o papel das pessoas diante de uma tecnologia capaz de processar cada vez mais informações?

Danielle Oliveira, Gabriel Teixeira e Luciana Leite.
Branding precisa participar do negócio
Danielle Oliveira propôs começar a conversa por uma mudança na forma de entender branding. Para ela, a marca precisa participar das decisões do negócio e estar presente em discussões sobre portfólio, produtos, inovação e investimentos.
Essa visão aproxima marketing de outras áreas da empresa. Danielle contou que encontrou mais espaço para trabalhar branding quando passou a atuar próxima de uma estrutura de negócios, acompanhando de perto o que acontecia na empresa.
A pergunta deixada por ela foi direta: a marca está madura o suficiente para participar das decisões que definem o futuro do negócio?
O diferencial pode estar no repertório
Gabriel Teixeira trouxe a inteligência artificial para a discussão. Para ele, a tecnologia já consegue apoiar muito bem tarefas relacionadas a dados e processos. Com isso, o branding ganha espaço na construção de relacionamento e na interpretação dessas informações.
Quando diferentes pessoas têm acesso às mesmas ferramentas, a forma como cada uma processa uma informação passa a ter peso. Gabriel relacionou essa diferença ao contexto e ao repertório de cada profissional.
Por isso, buscar referências fora da própria área também se torna parte do trabalho. Durante o painel, ele falou sobre a importância de acompanhar fontes diferentes e evitar que o profissional fique preso aos mesmos relatórios, eventos e conteúdos que todo o mercado consome.
O próximo diferencial está no comportamento humano
A conversa também chegou ao comportamento. Gabriel observou que o mercado passou por diferentes fases: a criatividade teve grande peso na diferenciação dos profissionais, depois vieram dados, tráfego e análise. Agora, a compreensão do comportamento humano ganha espaço novamente.
Para as marcas, isso significa entender melhor o que as pessoas esperam e como percebem aquilo que recebem.
Danielle relacionou esse movimento ao crescimento da tecnologia depois da pandemia. Segundo ela, o aumento das interações digitais também evidenciou a importância do contato humano. Mesmo em relações B2B, as decisões continuam sendo tomadas por pessoas.
Tecnologia pode abrir espaço para experiências melhores
Gabriel também falou sobre o papel da tecnologia nos eventos. Uma das possibilidades discutidas foi usar ferramentas para reduzir tarefas repetitivas e permitir que as pessoas estejam mais presentes na experiência.
Ele citou como exemplo a transcrição automática de reuniões e palestras. Quando a ferramenta registra o conteúdo, o participante pode deixar de lado a preocupação com anotações e concentrar mais atenção naquilo que está acontecendo naquele momento.
A tecnologia, nesse caso, funciona como suporte para uma experiência mais humana.
Repertório também se constrói fora da bolha
Luciana retomou essa discussão ao falar sobre o papel dos profissionais de marketing.
Para ela, quem trabalha com branding precisa construir repertório diariamente e desenvolver curiosidade por assuntos diferentes. Buscar sempre os mesmos relatórios, acompanhar os mesmos eventos e consumir as mesmas referências pode levar o mercado a repetir as mesmas ideias.
A provocação é especialmente relevante quando falamos de tendências. Para encontrar novos caminhos para uma marca, é preciso ampliar os lugares de onde vêm as informações. E, segundo Luciana, parte desse conhecimento pode estar dentro da própria empresa.
O futuro exige conhecimento sobre tecnologia
No encerramento, os speakers defenderam que o conhecimento sobre tecnologia precisa chegar também aos profissionais de negócios. Com a velocidade das mudanças, entender os fundamentos das ferramentas se torna importante para quem toma decisões.
Para Danielle, por exemplo, essa evolução também reforça a necessidade de aproximar branding do negócio. Ela defendeu que profissionais de marketing compreendam o funcionamento da empresa, inclusive seu ciclo financeiro, para participar das decisões em condições de contribuir de forma efetiva.
O que vai diferenciar as marcas?
O segundo painel do Talks BTO+ terminou com uma combinação de ideias: usar o conhecimento construído ao longo dos anos, acompanhar a evolução tecnológica e ampliar o repertório necessário para interpretar um cenário cada vez mais complexo.
A inteligência artificial tende a fazer parte de cada vez mais processos. Nesse contexto, o diferencial pode estar na capacidade de interpretar informações, compreender pessoas e transformar tecnologia em decisão.
perguntas frequentes
A IA já apoia tarefas relacionadas a dados, análise, criação e automação. Para os participantes do Talks BTO+, essa evolução também aumenta a importância do branding e da capacidade de interpretar informações.
O painel destacou o papel do repertório, do contexto e da compreensão do comportamento humano. Ter acesso à mesma ferramenta não significa interpretar uma informação da mesma maneira.
Porque a marca pode contribuir para discussões sobre produtos, inovação, investimentos e crescimento. Danielle Oliveira defendeu uma atuação mais próxima das decisões estratégicas da empresa.
Ferramentas tecnológicas podem assumir tarefas repetitivas e liberar tempo para interação, presença e troca entre as pessoas. Esse uso foi discutido especialmente no contexto de eventos.
Além do domínio das ferramentas, o painel destacou a importância de repertório, curiosidade e compreensão dos fundamentos da tecnologia e do negócio.
Kaio Emmanuel é publicitário com 10 anos de experiência em Marketing Digital, transitando entre agência e marketing interno em empresas de diferentes portes. Especialista em Comunicação Digital, já atuou em Performance, SEO, Planejamento Estratégico, Análise de Dados e Social Media, unindo estratégia e resultado em projetos de engajamento, vendas e branding. Hoje também cursa Psicologia, com interesse particular em bem-estar, diversidade e inclusão.